A história Tudo começou

numa noite que parecia não ter fim.

3 da manhã.
01
Capítulo um

A noite em que percebi que não estava sozinha

Eram três da manhã.
O meu mais novo, com apenas um ano, não dormia mais de uma hora seguida.
O meu mais velho, com três anos, tinha acordado a chorar por causa de um sonho.
E eu tinha um ao colo e o outro a chamar por mim — e chorava também.

Não era a primeira noite assim.
Mas foi a noite em que percebi algo que mudou tudo.
Que eu não precisava de continuar a tentar dar conta de tudo da mesma forma.
Não era sobre os meus filhos.
Era sobre mim.

Eu estava a sobreviver… mas não estava a viver.
E, pela primeira vez, em vez de me perguntar "como faço isto tudo?", perguntei outra coisa:
"Como posso fazer isto de uma forma mais leve?"

02
Capítulo dois

Quem eu era antes

Chamo-me Ana. Tenho 34 anos e dois filhos pequenos.

Antes de ser mãe, achava que sabia o que era estar cansada. Trabalhava em consultoria, dormia oito horas, ia ao ginásio, lia livros até ao fim.

Depois nasceu o B. E depois a D.
E o tempo, esse, deixou de ser meu.

Tornei-me mãe e, durante muito tempo, deixei de ser tudo o resto.
03
Capítulo três

O que faltava

Procurei livros. Procurei contas de Instagram. Procurei grupos.
Encontrei muita coisa boa — e também muita coisa que me fez sentir pior.

Faltava-me um lugar onde alguém me dissesse, com honestidade, que está tudo bem em não conseguir.
Que o amor não tira o cansaço.
Que ser mãe não é apenas vocação — é trabalho.
E que este é, ao mesmo tempo, o trabalho mais bonito que já fiz… mesmo nos dias em que choro escondida na casa de banho.

04
Capítulo quatro

Porque é que isto existe

O Entre Mães nasceu da conversa que eu queria ter tido — e que não tive — quando me voltei a perder e não sabia como voltar a encontrar-me.

É um espaço para mães que querem viver a maternidade com mais leveza e menos pressão.

Aqui partilhamos:
  • rotinas reais (não as do Pinterest)
  • receitas que funcionam mesmo às quintas-feiras às 19h
  • reflexões que não nos fazem sentir em falta
  • e uma comunidade que nos lembra, todos os dias, que não estamos sozinhas

Porque entre mães, há sempre lugar para mais uma.

No que acredito

Quatro coisas em que não cedo

i.

Honestidade primeiro

Não vendo soluções milagrosas. Partilho o que vivo, o que aprendi, e o que ainda não sei.

ii.

Sem julgamento

Cada mãe sabe da sua casa. Aqui não há "certo" — há o que funciona para ti.

iii.

Tu também contas

Cuidar de ti não é egoísmo. É a forma mais profunda de cuidar dos teus filhos.

iv.

Comunidade real

Construímos um lugar seguro. Onde se chora, se ri, e se respira sem ter de pedir desculpa.

Vens caminhar comigo?

O Entre Mães é meu, mas é nosso. Junta-te à comunidade.

Junta-te a nós
Nem todos os dias têm de ser perfeitos.
O suficiente é suficiente.
Cuidar de ti também importa.
Não estás sozinha, estamos entre mães.