A noite em que percebi que não estava sozinha
Eram três da manhã.
O meu mais novo, com apenas um ano, não dormia mais de uma hora seguida.
O meu mais velho, com três anos, tinha acordado a chorar por causa de um sonho.
E eu tinha um ao colo e o outro a chamar por mim — e chorava também.
Não era a primeira noite assim.
Mas foi a noite em que percebi algo que mudou tudo.
Que eu não precisava de continuar a tentar dar conta de tudo da mesma forma.
Não era sobre os meus filhos.
Era sobre mim.
Eu estava a sobreviver… mas não estava a viver.
E, pela primeira vez, em vez de me perguntar "como faço isto tudo?", perguntei outra coisa:
"Como posso fazer isto de uma forma mais leve?"